sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Crônica de ontem, crônica de hoje

Me desculpem a ausência nestas semanas, estamos de volta. O texto abaixo deveria ter sido publicado em 20 de Fevereiro.
se passaram muitos anos que eu escrevi esta crônica e meus amigos Judson Canto e Adelor Vieira a publicaram no "Assembleiano" ( Publicação da Assembléia de Deus em Joinville que não existe mais ), mas creio que ela continua atual.
Pedro, que não tem Paulo, que não é rocha .
Para todos os fins e efeitos, registramos nesta ata a punição disciplinar de Pedro (...), e sua conseqüente suspensão, por um período indeterminado de tempo, de suas atribuições ministeriais. Secretaria da Convenção.
Não importa quem é Pedro, este não é o seu nome verdadeiro. Nem importa saber em que estado ocorreu, pois esta é só mais uma história que se ouve no fundo da bancada.
Verídica ? Sem dúvida ! Se não em todos os detalhes para não difamar os envolvidos; com certeza o é na excência – dolorosamente verdadeira.
A história deste Pedro lembra-me Mussorgiski em “Quadros de uma exposição”, concerto para piano que Ravel orquestrou; nele o compositor forma, com partes soltas e um fio condutor, descrições musicais onde prevalece um tom triste, melancólico. Eu vejo a história de Pedro assim, como quadros conduzidos por um fio que deveria ser de triunfo e vitória, mas que provado no fogo da verdade restou apenas um “... escapa-te por tua vida”.
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Primeiro Quadro...
Pedro novo, idealista, participante de uma comunidade pequena quer fazer tudo para agradar seu Deus.
Moço novo de grande futuro – dizem dele. É então que aprende sua primeira lição: - não é o único.
Homeopaticamente aprende a dizer somente o que seus pares esperam ouvir, e o que seus superiores concordam. Almeja dizer o que pensa quando for um superior.
Está é a melhor fase de sua vida, e com certeza aquela de que sempre se lembrará. Não há serviço recusado, não há hora imprópria, tudo para o seu Deus... de graça !
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Segundo Quadro...
Pedro superior, mas superior moderado.
Destreinado, sem o benefício dos três anos aos pés do mestre perfeito que teve seu homônimo, é lançado às feras como líder de uma igreja em formação. “Pau para toda obra” é assistido pelo povo que o vê pregar, casar, construir templos e batizar. Aprende sozinho, e muitas vezes aprende errado. Aprende principalmente a ser auto-suficiente, a confiar nos resultados de seu próprio esforço.
Pedro idealista, sem tempo para se preparar para ciladas futuras.
Todo o seu dinheiro à serviço da causa, todo o dinheiro que entra à serviço da causa, tudo sob seu controle.
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Terceiro Quadro...
E o Espírito Santo dava o crescimento à igreja com Pedro ferrado no controle da comunidade.
Ocorre então uma sutil evolução onde o controle das decisões faz com que não seja mais um par entre os pares, mas um igual entre os líderes. Sua autoconfiança começa a traí-lo, o melhor para si é automaticamente o melhor para a comunidade.
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Quadro Quarto...
Este último quadro é muito semelhante ao anterior. Distingui-se dele apenas pelas cores: - Só estão presentes as cores de Pedro, as do Espírito Santo sumiram. E as ovelhas balem tristes até que o dono vem ver o que acontece e providencia a saída de Pedro . O motivo que detona da dispensa podem ser vários: - Adultério, apropriação indébita, raiva incontrolada, ... A saída é sempre por justa causa!
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Olhando os quadros ocorre-me que seu homônimo teve Jesus a perguntar “ Pedro tu me amas ? “; e Paulo a lhe resistir em franqueza quando esteve errado.
Será que o nosso Pedro não teve a mesma chance ? Ou crucificou Jesus e degolou Paulo ?

Eu sou um servo ?

Aconteceu um diálogo fora do blog que eu preciso contar para vocês.

Eu escrevi
:
"Eu sou analista de sistemas por profissão, professor por prazer, músico amador por opção, e pastor evangélico por vocação".
O Jair Albano escreveu:
"amigo JR. EU SOU SERVO DO SENHOR JESUS".
Eu escrevi: Você tem razão... Preocupado em me apresentar eu só coloquei os atributos que me identificam como homem, e não coloquei o atributo, quiçá o mais importante, que me identifica na dimensão espiritual de minha vida.

O Jair Albano é meu amigo de longa data, convivemos enquanto jovens na Assembleia de Deus de Joinville.

Obrigado Jair.


Mas ainda estou intranquilo. Eu sou um servo? Vejamos.
Um servo não possui propriedades! Eu tenho casa, carro, entre outras coisas. E teria muita dificuldade de me colocar no lugar de Abraão que ofereceu seu filho a Deus.
Um servo não possui opiniões! Eu estou cheio delas. Tenho opiniões, quanto à igreja, quanto à política, quanto à música, quanto à negócios, quanto à criação de filhos e tudo o mais.
Um servo não possui vontades! Eu tenho muitas e até algumas que precisam ser contidas para o bem da minha alma ou para preservar o próximo.

Não vou estender ainda mais a lista. Acho que já estabeleci o ponto.

Não! Não posso me apresentar como servo, ainda não fui diplomado nisto. Na melhor hipótese sou aprendiz de servo.


segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Musicas para você

Um dos sentidos do nome que demos ao Canto Livre está na multiplicidade de estilos de músicas que ouvimos ou trabalhamos. Acreditamos que a música evangélica, a música cristã, deve ser livre de preconceitos contra estilos. Por isso queremos indicar três músicas:
Não esqueça que a música é uma linguagem, e como tal pode sempre ser colocada a serviço de Jesus.